19 de fevereiro de 2012

Três da manhã

Três da manhã,
as almas levantam.

O meu passado retorna,
revira o meu âmago
e transforma-o em nós.

A angústia me domina,
os fantasmas assustados
nos deixam a sós.

Sonhos de um impossível futuro
lembranças de um passado alternativo
criado por meu eu
para tentar esquecer.

Doce ilusão.
A felicidade está no que não está.
O amor está naquilo que nunca existiu.
O não transformado em sim
é o remédio da minh'alma.

Três da manhã,
as mágoas levantam.




Um comentário:

  1. Digníssimo senhor Vilson, sinto-me deveras jubilante com a honra de ser vossa amiga.

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